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CRISE ECONOMICA DO BRASIL AFETA RECEITA DE CONDOMÍNIOS

Com a crise econômica do país, a inadimplência dos condomínios cresce a cada dia. Nesse cenário, síndicos e administradores precisam tomar medidas importantes para evitar que as contas do condomínio entrem também no vermelho.

Segundo Wellington Oliveira, da empresa de síndicos profissionais Profisind, a inadimplência nos condomínios que ele administra aumentou cerca de 12%, um número semelhante aos levantamentos feitos por outras administradoras de condomínios. “Acreditamos que este cenário é reflexo do contexto econômico em que estamos inseridos e que na medida que a economia dê sinais de melhora esse quadro tende a se reverter”.

O condomínio é uma das primeiras contas que as pessoas deixam de pagar quando estão com dificuldade financeira. “Isso ocorre porque a multa de 2% e juros de 1% ao mês que são impostos às dividas condominiais são muito menores, por exemplo, do que os que incidem nas faturas de cartão de crédito. Essa opção, dentro da perspectiva econômica, é fácil de ser compreendida, uma vez que o prejuízo causado pela inadimplência da fatura do cartão de crédito é muito maior do que aquela causada pelo não pagamento da cota condominial”, afirma Wellington.

O importante é que o condomínio não se torne inadimplente com as suas obrigações. O especialista explica que é feita uma previsão orçamentária anual, onde é considerada a possibilidade da inadimplência. Caso a previsão orçamentária não tenha sido bem elaborada ou imprevistos tenham ocorrido, o síndico deve estar atento ao primeiro sinal de déficit orçamentário para que os compromissos sejam honrados. Se não for possível, uma AGE deve ser convocada para que seja deliberada a necessidade de arrecadação extra. Nesse caso, o prejuízo é dividido com todos os adimplentes.

Nessa época de crise, os síndicos devem estar atentos aos fatores externos e internos que possam prejudicar a vida financeira do condomínio e tomar providências antes da situação se complicar. “A redução de custo deve ser uma busca constante. A manutenção periódica e a boa administração ajudam a evitar gastos extras com despesas emergenciais. Outro ponto importante é, sempre que possível, evitar o aumento da taxa condominial”, diz Wellington.

Por fim, em caso de inadimplência, o síndico deve sempre buscar de forma extrajudicial o acordo para a quitação dos valores em atraso, evitando que o condomínio tenha mais custos com eventuais demandas judiciais. Todos esses são desafios que podem ser implementados por uma boa empresa de síndico profissional.

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